
A queda de cabelo é uma das queixas mais frequentes nos consultórios dermatológicos. Embora muitas pessoas associem o problema apenas a fatores genéticos, a verdade é que os fios podem ser verdadeiros “sinais de alerta” do corpo. Deficiências nutricionais, alterações hormonais, estresse e até situações específicas da vida, como o pós-parto ou uma cirurgia recente, podem estar por trás do aumento da queda.
Identificar o que está causando esse sintoma é essencial, já que, em muitos casos, o tratamento correto devolve a saúde capilar e previne a progressão para quadros mais graves.
Quando é hora de se preocupar?
É normal perder entre 50 e 100 fios por dia. No entanto, quando a perda se torna intensa, visível no travesseiro, no ralo do banheiro ou ao pentear, pode ser sinal de que algo não está bem. Situações como deficiência de ferro, alterações na tireoide e mudanças hormonais após a gestação são causas bastante comuns e devem ser investigadas.
Outro ponto importante é que a automedicação, como o uso indiscriminado de polivitamínicos, muitas vezes não resolve. Afinal, se a queda estiver relacionada a um distúrbio da tireoide ou à falta específica de ferro, por exemplo, um suplemento genérico não trará o resultado esperado.
As principais causas da queda de cabelo
Diversos fatores podem estar ligados à perda capilar. Entre os mais comuns estão:
Deficiência de ferro: quando os estoques de ferro (ferritina) estão baixos, o crescimento dos fios fica comprometido.
Alterações na tireoide: tanto o hipotireoidismo quanto o hipertireoidismo podem provocar queda de cabelo difusa.
Pós-parto: cerca de três meses após o nascimento do bebê, muitas mulheres enfrentam o chamado eflúvio telógeno, caracterizado por queda intensa. Esse quadro pode durar por até 15 meses, mas existem tratamentos que encurtam esse tempo.
Estresse físico e emocional: situações de sobrecarga, cirurgias ou dietas rigorosas podem desequilibrar o ciclo capilar.
Uso excessivo de química: procedimentos como alisamentos e colorações frequentes fragilizam os fios e podem levar à quebra. E aqui, vale destacar que, com as orientações corretas, é totalmente possível manter a química sem danificar tanto os fios.
COVID-19 e processos inflamatórios: estudos já relacionam o pós-COVID a uma queda mais acentuada, devido a processos inflamatórios e alterações na absorção de nutrientes.
É importante lembrar que algumas condições, como a alopecia androgenética (calvície feminina ou masculina), possuem forte componente genético e requerem acompanhamento contínuo.
Queda de cabelo e estilo de vida: qual é a relação?
Mais do que questões médicas, os hábitos diários também têm peso na saúde dos cabelos. Uma dieta pobre em nutrientes, noites mal dormidas, tabagismo, consumo excessivo de álcool e altos níveis de estresse podem agravar a queda de cabelo.
Por outro lado, manter uma alimentação balanceada, rica em ferro, zinco, selênio, vitaminas do complexo B e proteínas, é um passo fundamental para fortalecer os fios. O sono de qualidade também ajuda a reduzir processos inflamatórios e favorece a recuperação celular, refletindo diretamente na saúde capilar.
Além disso, é importante ter cuidado com promessas milagrosas. Shampoos antiqueda, por exemplo, dificilmente resolvem o problema sozinhos. Eles podem auxiliar na saúde do couro cabeludo, mas não tratam causas internas como deficiências nutricionais ou desequilíbrios hormonais.
Tratamento para queda de cabelo
Sim! Mas a escolha do tratamento depende diretamente da causa identificada. Por isso, a avaliação médica é indispensável. Alguns exemplos de terapias possíveis incluem:
Reposição de nutrientes: indicada quando há deficiência de ferro, zinco ou vitaminas.
Regulação hormonal: em casos de alterações tireoidianas ou durante a menopausa.
Tratamentos tópicos: loções e tônicos que estimulam o crescimento dos fios.
Terapias complementares: como o uso de laser, microagulhamento e plasma rico em plaquetas, que têm mostrado resultados promissores.
Mudança de hábitos: alimentação equilibrada, sono adequado e controle do estresse são parte essencial da recuperação.
Cada paciente tem uma necessidade diferente, e apenas o dermatologista pode indicar o tratamento mais adequado após uma investigação detalhada, que inclui histórico clínico, exames laboratoriais e, obviamente, uma abordagem personalizada.
O que fazer diante da queda de cabelo?
A primeira atitude deve ser não ignorar o sintoma. A queda de cabelo pode ser passageira, mas também pode sinalizar doenças que precisam de tratamento imediato. Portanto, quanto antes a causa for identificada, mais eficaz será a intervenção.
Se você está enfrentando esse problema, evite se automedicar. Em vez disso, marque uma consulta com uma especialista. Muitas vezes, medidas simples já trazem grandes melhorias, desde a correção de um déficit nutricional até a adequação de hábitos cotidianos.
Além da estética
A queda de cabelo não é apenas uma questão estética. Ela pode ser um reflexo direto da sua saúde geral. Desde alterações na tireoide até deficiências nutricionais ou estresse, os fios têm muito a dizer sobre o que está acontecendo dentro do seu corpo.
Portanto, se você está percebendo uma queda acima do normal, não adie a busca por ajuda médica. Compartilhe este artigo com aquela amiga que também está preocupada com a queda dos fios — informação correta pode ser o primeiro passo para o tratamento adequado.
E lembre-se: agende uma avaliação para entender as causas da sua queda e iniciar um tratamento personalizado. Sua saúde capilar agradece!